Leonardo da Vinci e a Fantasia

Este trabalho pretende desenvolver, brevemente, a relação da fantasia inconsciente com a obra de arte, partindo do estudo da produção artística de Leonardo da Vinci. Para tal, lançamos mão do texto freudiano de 1910, intitulado ―Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância‖, no qual vai afirmar que onde há produção artística e intelectual, há uma constituição psíquica. Quando Freud fala de Leonardo, percebemos que ele sempre tem o cuidado de analisar a função da fantasia em seu trabalho artístico.

Em 1452, na cidade de Vinci, entre Florença e Empoli, nasceu Leonardo. Seu pai, o tabelião Piero não se casou com a jovem camponesa Catarina, sua mãe, recusando-se a dar ao menino um nome, o que veio a tornar famosa a aldeia de Vinci. Leonardo passou a infância na casa do avô, longe do pai, mimado pela mãe. (CARTA & MARGULIE, 2010).

Freud (1910) afirma que pouco se sabia sobre a juventude de Leonardo, e atribui uma causa infantil à inconstância de Leonardo apontada por Georgio Vasari. Segundo a biografia de Leonardo da Vinci:

Leonardo viveu com a mãe somente até os quatro anos, quando ela se casou com um certo Accattabriga del Vacca. Indo morar com o avô paterno, Antonio, assistiu ao casamento do pai com Albiera Amadori. O casal não teve filhos e Leonardo chamava a madrasta de madrinha, ligando-se muito a ela. Mas ainda não tinha 13 anos no dia em que ela morreu, e viu o pai casar-se mais três vezes. E não tinha 14 anos quando morreu o avô, seu grande amigo. (CARTA & MARGULIE, 2010).

A educação de Leonardo foi feita na casa de seu pai, onde permaneceu por muitos anos. No ano de 1472, o nome de Leonardo da Vinci já se encontrava na lista dos membros da Compagnia dei Pittori (FREUD, 1910). Segundo Freud (idem), entre os anos 1452-1519, Leonardo da Vinci foi reconhecido e admirado por seus contemporâneos como um dos maiores homens da Renascença Italiana. Muitos dos seus trabalhos de pintura ficaram inacabados, devido a sua busca pela perfeição; ele próprio acreditava que nunca conseguiria alcançá-la, e assim costumava abandonar os trabalhos. Freud (idem) ressalta que Leonardo da Vinci, para pintar um quadro, fazia vários desenhos, pesquisas, estudos, e passava horas diante de seu quadro, analisando-o mentalmente.

Essa lentidão observada no método de trabalho de Leonardo chegou a ser considerada como um sintoma de inibição (idem, ibid.) — que no presente trabalho não será desenvolvido ou pesquisado. Sobre o caráter de Leonardo, foi descrito como um homem que tinha uma certa ociosidade e indiferença em sua personalidade.

Foi Freud (idem) quem reuniu material sobre a vida de Leonardo da Vinci, e à medida que prosseguia em sua pesquisa sobre o artista elaborava o conceito de narcisismo. Freud propôs estudar Leonardo em dois momentos de sua vida: em sua experiência adulta, e a partir de uma lembrança infantil, a ―cena do abutre‖, que não seria uma recordação de Leonardo, mas sim uma fantasia que ele criou e que transpôs a infância. A questão se a cena do abutre ―seria uma lembrança ou uma fantasia‖ preocupou Freud (idem).

A descrição da cena do abutre foi encontrada por Freud nos livros de anotações de Leonardo, permitindo-o desvendar o enigma:

(…) desde o começo eu estava destinado a me ocupar profundamente com o abutre, pois me vem à mente como uma lembrança muito antiga de quando eu ainda estava no berço, um abutre desceu até mim, abriu minha boca com sua cauda e golpeou-me nos lábios várias vezes com sua cauda. ( Peter Gay, p.255).

As lembranças infantis muitas vezes se originam desta maneira, ou seja, ―surgem muito mais tarde, quando a infância já acabou‖ (idem, ibid., p.77) e se fixam no momento da experiência, para que mais tarde elas possam ser repetidas, ―diferentemente das lembranças conscientes da vida adulta‖ (idem, loc. cit.). De acordo com Freud, esse processo sofre alterações, sendo as lembranças da infância restos de recordações que o próprio sujeito não entende, podendo encobrir os traços mais importantes do desenvolvimento psíquico de cada um.

Na lembrança de Leonardo, o conteúdo erótico aparece na aparição da ―cauda‖, que é um símbolo que representa o órgão masculino, ou seja, a fantasia de um abutre abrindo a boca da criança e fustigando-a por dentro com sua cauda, corresponde a idéia de um ato sexual, no qual um pênis estaria sendo introduzido na boca da pessoa envolvida.

Freud (idem) apresentou outra interpretação à fantasia de Leonardo, relacionando-a ao momento da primeira experiência do mamar, em que se põe na boca o bico do seio da mãe, ou da ama de leite, para sugá-lo. Essa experiência permanece marcada no inconsciente do sujeito, e podemos compreender que ela também marcou a época de latência de Leonardo. Nas palavras de Freud (idem):

O que a fantasia encerra é meramente uma reminiscência do ato de sugar — ou ser sugado — o seio de sua mãe, uma cena de humana beleza que ele, como tantos outros artistas, esmerou-se em reproduzir em seus quadros ao representar a mãe de Deus e seu Menino. (ibid., p.95).

O propósito do trabalho de Freud é estudar a fantasia de Leonardo relacionada ao ato de ser amamentado, ora por sua mãe, ora por um abutre, o que nos leva a interrogar com Freud ―de onde veio esse abutre?‖ (ibid., p.95).

Segundo Freud (idem), nos hieróglifos do antigo Egito, a mãe era representada pela imagem de um abutre, existindo então uma possibilidade de relação real ente abutre e mãe. De acordo com vários autores da antiguidade, abutre era considerado símbolo de maternidade e que somente havia abutres do sexo feminino, e que eram fecundados pelo vento. Idéia essa usada pelos padres para comprovar a Virgindade de Maria.

Na história de Leonardo da Vinci, sabemos com Freud (idem), que no início ele tinha mãe, mas não tinha pai. Nesse sentido, a substituição de sua mãe pelo abutre indica que a criança tinha conhecimento da ausência de seu pai, pois o que Freud descobriu através de seus estudos é que Leonardo somente aos quatro anos foi recebido por seu pai. É importante assinalar que seu pai se casou após o nascimento de Leonardo, e voltou bem mais tarde para buscá-lo. Assim Leonardo cresceu com duas mães. Freud foi descobrindo Leonardo, e estava confiante que seria possível reconstruir os primeiros anos de sua vida.

Retomando a fantasia do abutre, Freud chama a atenção na descrição da cena sexual — ―fustigou muitas vezes sua cauda contra meus lábios‖ —, na qual podemos observar o acentuado relacionamento erótico entre mãe e filho. Freud faz uma relação entre a fantasia materna de amamentação com uma fantasia passiva homossexual, isto é, nas teorias sexuais infantis, em que uma delas é pensar que as mulheres também têm pênis.

Ao estudar a homossexualidade através das concepções psicanalíticas, entendemos que o menino Leonardo recalcou o amor pela mãe e, colocando-se em seu lugar, identificou-se com ela e acabou por tomar a si mesmo como um exemplo para seus objetos de amor, expressando o amor infantil.

O fato é que os relatos de Leonardo sobre sua infância foram muito importantes para Freud, pois essas lembranças da infância expressam a sua fantasia. A fantasia do abutre confirmaria, então, a hipótese de vivência com a mãe pelo menos por três anos. A cauda é relacionada a uma ideia de sexo oral, que por sua vez representa a amamentação e é associada por Freud como um beijo da mãe.

Assim a fantasia do abutre que Leonardo criou passou para além de sua infância. Leonardo identificou-se com sua mãe, uma mulher sedutora, e acabou por tratar seus alunos da maneira que fora tratado. Freud afirma: ―Porque a ternura de sua mãe foi-lhe fatal: determinou seu destino e as privações que o mundo lhe reservava‖ (ibid., p.74).

Freud, entre 1906 e 1911, dedica-se intensamente sobre o conceito de fantasia, a partir do conceito de inconsciente que apresenta em ―A Interpretação dos sonhos‖ (1900), ―Sobre a psicopatologia da vida cotidiana‖ (1901) e ―Chistes e sua Relação com o inconsciente‖ (1905). Em 1905, Freud introduz o conceito de pulsão sexual, nos ―Três ensaios sobre a teoria da sexualidade‖. No entanto, a fantasia é apresentada no ensaio ―Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen‖ (1907 [1906]), após a publicação do ―caso Dora‖ (1905 [1901]), no qual traz as contribuições sobre o que são fantasia e delírio. Freud assinalou em vários momentos da sua obra que as fantasias são lembranças infantis esquecidas ou recalcadas.

Dando continuidade, em 1915, no artigo metapsicológico ―O inconsciente‖, Freud introduz a relação que a fantasia tem com a arte, a religião e a ciência. Abordou também o conceito de fantasia originária, explicando que as fantasias são da cena primária, da castração e da sedução, pois seu trabalho clínico o levou a esta conclusão.

Portanto o que sabemos é que as fantasias tem uma relação com o enigma da sexualidade, e as teorias sexuais infantis explicam isso.

Em 1908a, no texto ―Sobre as teorias sexuais das crianças‖, e através do caso ―Pequeno Hans‖ (1909), Freud abordou a crença fantasística da presença do pênis nos dois sexos. Existe uma fase na qual o menino tem curiosidade pelos enigmas da vida sexual. Ele tem um interesse por seu próprio órgão genital e acredita que tanto os meninos quanto as meninas possuem um pênis igual ao seu. Mais tarde, o menino passa a acreditar que a menina possui um pênis ainda pequeno e que depois crescerá. Quando percebe que isto não acontece, ele acredita em outra saída: de que as meninas possuíam um pênis, porém foi cortado. Mas o menino passa pela ameaça de castração, caso venha demonstrar um interesse exagerado ou intenso por seu próprio órgão que tanto preza.

Entendemos que Freud não utiliza o termo fantasia só para designar as teorias sexuais infantis. Ele destaca que fantasiar é algo universal, que acontece em brincadeiras infantis, em período anterior, na puberdade e nas relações familiares. Coutinho Jorge (2010) observa que Freud demonstra nessa época a ação inconsciente da fantasia. Acrescenta também que Freud permaneceu muito tempo preso à teoria da sedução e do trauma, já que lhe faltava a concepção da fantasia.

Freud, diante de inúmeras experiências com pacientes, constatou que as histéricas sofriam de reminiscências, pois elas sabiam, mas não sabiam que sabiam, ou elas se lembravam, mas não sabiam disso. Freud então descobriu que nas cenas de sedução sofridas pelas histéricas o traumático não era a sedução, e sim a recordação da cena. Essas cenas eram de natureza sexual infantil e sua recordação sim, seria traumática.

Devo ressaltar que Freud estudou, pesquisou e comprovou que as fantasias e o enigma da sexualidade não tinham relação com fatores hereditários, nem com fatores acidentais ou experiências adquiridas. Então poderíamos dizer que a psicanálise vem demonstrando que o quê tem efeito traumático sobre o sujeito é a própria sexualidade humana, que o leva a fantasiar.

O fato é que a fantasia presentifica-se na realidade psíquica do sujeito, e é ela que também permite o encontro do sujeito com o real. Coutinho Jorge (idem) sublinha: ―(…) é uma espécie de tela protetora para cada sujeito, e se compõe, para Lacan, um suporte do desejo é na medida em que estabiliza, fixa o desejo do sujeito numa relação com determinado objeto a para fazer tela à das Ding” (p.243).

Nesse sentido, em 1908, Freud escreveu o artigo ―Fantasias histéricas e sua relação com a bissexualidade‖, pois seu interesse inclinava-se ao estudo da relação entre fantasias e sintomas. Ao estudar a fantasia inconsciente, Coutinho Jorge (idem) diz que quando elas são patogênicas, se expressam pela via do sintoma.

Ainda nesse artigo, Freud (1908b) aborda a fantasia de maneira marcante e observa que as fantasias inconscientes, ou se são conscientes (devaneios), são recalcadas e se tornam inconscientes. Também há outra possibilidade, como a de ter nascido no inconsciente, permanecer por lá, do mesmo modo que uma fantasia consciente poderá permanecer sempre consciente.

Ressaltamos que Leonardo, ao pintar o ―abutre‖, revelou sua fantasia de várias maneiras, ou melhor, ao pintar ele não colocou obstáculos para que seu inconsciente se apresentasse através da fantasia. Então entendemos que é dessa forma que a psicanálise aprende com o artista sobre o inconsciente, pois a arte também ensina à psicanálise. (COUTINHO JORGE & LIMA, 2009).

Segundo Peter Gay (1989), Freud escreveu uma carta para Jung onde anunciou: ―Recentemente encontrei a imagem dele (sem seu talento) num neurótico.‖ (p.255). Para Freud, a fantasia do abutre estava recoberta de associações clínicas, pois ele persistiu na ideia que a lembrança de Leonardo representava simultaneamente o sugar homossexual passivo de um pênis e o feliz sugar infantil no peito materno. Quando Freud escreve sobre as teorias sexuais infantis, percebemos que ele pergunta por que as crianças fazem teoria, e em seguida responde: se a criança faz a teoria é porque ela não sabe e faz para saber sobre o inconsciente que é um saber. Lacan (1957–58/1999) diz que é um saber fantasístico, tentativa de dar sentido ao não saber. Nesse ponto, o sujeito fantasia o tempo todo e fantasia mais porque está insatisfeito. Desse modo, Coutinho Jorge 2010, diz que o sujeito também fantasia para tentar dar à pulsão aquilo que ela jamais vai ter. Antes de Freud chegar à fantasia, primeiramente ele estudou o inconsciente e a pulsão. Destarte, ―A fantasia é como a articulação entre o inconsciente e a pulsão‖ (COUTINHO JORGE, 2010, p.38). Podemos entender com essa assertiva a fantasia na vida de artistas, pois é sabido, frequentemente, que os artistas revelam por meio de desenhos e da arte o desejo que é sustentado pela fantasia.

Lacan (1957–58/1999) traz contribuições ao estudar a fantasia em sua obra e introduz a fórmula matemática da fantasia:  (sujeito barrado em busca do objeto do desejo), estrutura fundamental que está presente nas fantasias de todos os sujeitos, em qualquer idade.

No texto ―A fantasia para além do principio do prazer‖, Lacan (idem), analisa o artigo de Freud ―Uma criança é espancada‖ (1919), o qual se remete à fantasia: ―bate-se em uma criança‖. Freud anuncia que a fantasia tem três fases, sendo que na primeira ela se encontra no nível do pai: ―Meu pai só ama a mim, e não a outra criança, pois está batendo nela‖ — onde reside o prazer do sujeito há fantasia. Já na segunda fase, ela se encontra ao nível do Édipo: é a representação do desejo da menina pelo pai, juntamente ao sentimento de culpa decorrente do mesmo. Este momento é quando se origina a essência do masoquismo, e seu caráter muda de sentido, torna-se inconsciente. A frase anterior se inverte na seguinte: ―Não, ele não ama você, pois está batendo em você‖. A terceira fase encontra-se depois da saída do Édipo. Freud diz que há uma volta ao sadismo da primeira fase, mas é sádica somente na sua forma, pois a satisfação que produz é masoquista. A criança que fantasia não aparece na terceira fase, ou se aparece é como uma espectadora. Conforme explica Coutinho Jorge (2010):

A criança que é espancada não é mais apenas uma, como nas duas anteriores, mas muitas, sendo que nenhuma delas é conhecida da criança que fantasia: essas crianças indeterminadas, que agora são espancadas por um adulto (por exemplo, pelo professor), são, todas elas, substitutos da criança que fantasia, por isso trata-se no fundo, de uma fantasia masoquista. (ibid., p.103).

Lacan (1957–58/1999) diz que a fantasia está situada na dimensão simbólica entre o pai e a mãe, pois para ele a fantasia opera entre o amor e o gozo. Na neurose, a fantasia tem dupla fase: evidencia a castração e nega a castração, no intuito de aspirar a completude perdida. O sujeito busca aspirar, reconquistar através do amor (na neurose) e busca a completude através do gozo.

Podemos então nos perguntar: seria possível Leonardo através da arte buscar o amor e tentar alcançar a completude do gozo perdido?

Leonardo da Vinci é considerado um gênio, o qual Freud acreditava ter alcançado o fio que o conduzira a sua personalidade. Leonardo exprime em sua criação emoções e fantasias, que passam por transformações antes mesmo de contribuírem para a criação artística.


 

Referências Bibliográfica:

CARTA, Luís & MARGULIE, Marcos. Leonardo da Vinci – Gênios da Pintura. Historianet, a nossa história, 2010. Disponível em: <http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=516>. Acesso em: 1 jan. 2010.

COUTINHO JORGE, Marco Antonio & LIMA, Marcia Mello (Orgs). Saber fazer com o real – Diálogos entre psicanálise e arte. Rio de Janeiro: Cia de Freud, PGPSA|IP|UERJ, 2009.

COUTINHO JORGE, Marco Antonio. Fundamentos da psicanálise de Freud a Lacan: a clínica da fantasia. Vol. 2. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2010.

FREUD, Sigmund. (1900) ―A Interpretação dos sonhos‖. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (ESB). Rio de Janeiro: Editora Imago, 1989, vols. 4 e 5.

______. (1901) ―Sobre a psicopatologia da vida cotidiana‖. In: ESB. Op. cit., vol. 6. ______. (1905 [1901]) ―Fragmento da análise de um caso de histeria‖. In: ESB. Op. cit., vol. 7.

______. (1905) ―Três ensaios sobre a teoria da sexualidade‖. In: ESB. Op. cit., vol. 7.

______. (1905) ―Chistes e sua Relação com o inconsciente‖. In: ESB. Op. cit., vol. 8.

______. (1907 [1906]) ―Delírios e sonhos na Gradiva de Jensen‖. In: ESB. Op. cit., vol. 9.

______. (1908a) ―Sobre as teorias sexuais das crianças‖. In: ESB. Op. cit., vol. 9. ______. (1908b) ―Fantasias histéricas e sua relação com a bissexualidade‖. In: ESB. Op. cit., vol. 9.

______. (1909) ―Análise de uma fobia em um menino de cinco anos‖. In: ESB. Op. cit., vol. 10.

______. (1910) ―Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância‖. In: ESB. Op. cit., vol. 11.

______. (1915) ―O inconsciente‖. In: ESB. Op. cit., vol. 14.
______. (1919) ―Uma criança é espancada – uma contribuição ao estudo da origem das

perversões sexuais‖. In: ESB. Op. cit., vol. 17.

GAY, Peter. Freud uma vida para o nosso tempo. Tradução: Denise Bottmanns. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

LACAN, Jacques. (1957–58) O seminário, livro 5: as formações do inconsciente. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999.

Sandra Chiabi

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