Freud 1893 “Sobre os mecanismo psíquico dos fenômenos histéricos”

Neste texto Freud nos conta que os avanços na compreensão da histeria derivam do trabalho de Charcot. Contudo Freud considera valiosa as descobertas de Charcot sobre paralisias traumáticas que aparecem na histeria.

O fato foi que na mesma época, em que Charcot lançava luz sobre às paralisias histerotraumáticas,  Breuer entre 1880 e 1882, empreendia o tratamento médico de uma jovem senhora, com a etiologia não traumática. Essa senhora fora acompanhada de paralisias, contraturas, distúrbios da fala e da visão enquanto tratava de seu pai. Este caso foi importante na história da histeria, já que foi o primeiro em que o médico teve êxito e elucidar todos os sintomas do estado histérico, desvendando a origem de cada sintoma e os meios de fazer cada sintoma desaparecer. Anos depois Breuer descobre que o comportamento dessa paciente fora de fato típico e que as inferências justificadas por esse caso podiam ser entendidas a um número considerável de pacientes histéricos, se não  a todos.

Assim Freud esclarece que no caso do grande trauma mecânico da histeria traumática, o que produz o resultado não é o fator mecânico, mas a afeto de terror, o trauma psíquico. No entanto a determinação do sintoma pelo trauma psíquico não é tão transparente em todos os casos.  Encontramos o que se pode descrever como uma relação “simbólica “ entre a causa determinante e o sintoma histérico. Isso se aplica especialmente as dores.

Sandra Chiabi

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